quarta-feira, 15 de julho de 2009

De volta!


Voltei do Brasil há alguns dias, mas já parece que se passou um mês, tanta agitação, novidades e correrias.

Saímos do Rio dia 9 de Julho, depois de uma semana intensa com familia e amigos. Thomas chegou na 6a feira, dia 3 de Julho, e naquela dia mesmo tivemos um encontro familiar raro, com as minhas primas por parte de pai. Mamãe encomendou um lanche e torta e a visita acabou virando uma festinha, aliás, coisa muito comum lá, simples encontros que viram uma animação só. A intenção tb seria comemorar o aniversário do meu irmão, que por sinal, não apareceu no horário marcado, só muito depois, quando os visitantes já haviam ido embora. Enfim, havíamos somente começado os dias maravilhosos que passamos com nossos amigos no Rio. Como eu estive todo o mês de Junho envolvida com cirurgia e consequente recuperação, posso dizer que fiquei mesmo de "molho" por quase todo o mês, sem possibilidades de fazer muitas coisas. Antes disso, nos meses anteriores, basicamente não saí tb por conta dos compromissos assumidos com minha mãe e nossa mudança, raras foram as escapadas. Convites não faltaram, amigos não sumiram, eu é que fiquei muito enrolada, infelizmente.
Resumindo, quando a coisa começou a ficar realmente boa, tive que ir embora.

Mas foi bem bacana sim. A dose de carinho e amor que recebi não tem preço. Não tem preço, repito. Tenho amigos muito queridos que representam muito pra mim. Espero que eles saibam disso. Revi amigos que haviam se perdido com o tempo e que me fizeram entender que o tempo realmente não passa para quem ama. Quando se reencontra, o carinho e interação acontecem da mesma maneira. Foi mágico, eu diria. Eu podia sentir em cada abraço, cada beijo, cada visita, cada passeio, aquela sensação maravilhosa de como é bom amar e ser amado. Aí comecei a lembrar como era minha vida antes de me mudar para os Estados Unidos. A verdade é que eu vivia cercada de coisas que eu nem sempre valorizava muito. Eram apenas os meus dias normais. Estava enganada. Hoje eu posso afirmar isso, era muito bom, muito bom. Não posso dizer que seja infeliz vivendo aqui. Tenho uma pessoa maravilhosa ao meu lado, que faz tudo que pode para me agradar e me fazer feliz. A cidade em que moramos tb é agradável, bonita, tranquila, tem uma estrutura básica bem bacana, não posso reclamar. Temos as estações marcadas, alguns passeios, viagens, e assim a rotina dos anos vão se passando, em Dezembro serão 4 anos ao todo vivendo na Carolina do Norte. Tudo muito bom sim, agradeço a Deus por isso. Só que falta uma coisa fundamental. Falta calor humano. Fiz amizade com os amigos do Thomas (a grande maioria por sinal, já divorciados), fora os amigos da igreja, alguns brasileiros que moram na região e que são excelentes pessoas mas...não adianta, falta o calor humano, ao menos pra mim. Essa é minha experiência, respeito opiniões diferentes. Aqui onde estou agora não é muito comum eu viver o que vivi no Rio nestes últimos meses. Tb não citei família e isso acho que nem preciso falar. Viver longe deles (familia, amigos), longe do mar, do sol, desta interação e deste carinho todo é bem difícil, sabendo que eles estão lá e que, cada vez em que vou faço parte deste grupo imenso e tão carinhoso, depois tendo que partir, parte meu coração agora. Thomas me compreende completamente e me disse algo que não vou esquecer. Diante de tanto amor recebido, ele só pôde afirmar: "nós americanos precisamos aprender com alguns de vcs como é dar e receber amor, espontâneo e sincero". Fiquei emocionada quando ele disse isso porque sabia que vinha do coração e a afirmação era a pura verdade. Mais uma vez volto a dizer, não estou/não estamos criticando o modo de ser do americano, é apenas um ponto de vista de comparação. Acho que nossos amigos,ao modo deles, fazem o melhor que podem, mas é que realmente existe uma diferença e se é cultural, social, local, não sei, muita gente (muitos amigos meus inclusive) conseguiu se interar super bem com brasileiros ou americanos em outros Estados aqui in US, Meu relato é a minha experiência pessoal. Também tenho que citar que mesmo não morando perto, tenho amigas aqui nos EUA que são como irmãs para mim. Não sei como seria sem elas. Elas sabem disso, vivo repetindo, não é? ;-)

Está sendo difícil ficar lembrando das tantas coisas bacanas que tivemos e das novas coisas que ficaram agendadas para Dezembro, quando pretendo/pretendemos voltar para passar o Natal com a família, adiado desde 2003. O tempo foi curto, muito curto.

Saudades, muitas saudades.

No próximo post vou falar um pouco sobre onde estou agora.

6 comentários:

Lucia Cintra disse...

Eu penso assim em relacao a amizade. Nunca mais fiz amizades como as que fiz no Brasil na epoca que morava la. Sinto falta disso demais, mas acho que tb a frieza/calor depende da pessoa e do lugar.

Quando voltei pra visitar o Brasil depois de 11 anos fora, foi bom demais! Voltei pra cidade onde cresci, revi muuuuitos dos meus amigos, passei os 10 dias inteirinhos com todos eles e voltei renovada! Nao ha nada melhor. So gostaria de poder te-los aqui pertinho!

bjos

Debora Rocha Muscutt. disse...

Bom, Lu, concordamos mesmo neste assunto. Estou contando os dias pra voltar ao Brasil...
E espero te encontrar qualquer dia destes tb por aqui, vamos fazer planos? Um beijo!

Deborah Coy disse...

Xara,
Esse texto que vc escreveu, parece que leu o que eu penso todos os dias. Fiquei encantada com o que Thomas disse, Kevin pensa mais ou menos da mesma forma :-)
Beijinhos

Deborah Coy disse...

Xara,
Esse texto que vc escreveu, parece que leu o que eu penso todos os dias. Fiquei encantada com o que Thomas disse, Kevin pensa mais ou menos da mesma forma :-)
Beijinhos

Silmara C. disse...

Olha Debora, eu chamo essa experiencia de ir ao Brasil e ser sufocada de amor e carinho de banho brasileiro. A gente sai de la refrescada, amada, querida e com o coracao cheio de afeto.

Achei sua comparacao totalmente razoavel. Poxa, a gente mora aqui ha tantos anos e nao pode nem comparar algumas das diferencas ne? Ate que voce e muito boazinha.
Entendo totalmente, sinto que o amor e afeto americano sao diferentes. O brasileiro nao tem tantos "boundaries" como os americanos e as vezes fala as coisas na lata mesmo.
Nao adianta, e a nossa raiz e por mais que nos sintamos queridos aqui, acho que o contato com a terrinha sempre sera um lembrete de quem somos.
Que bom que vc tomou um banho brasileiro. Ve se nao esfria ta?
Bjos

Ana Claudia Lintner disse...

Amiga,
so hoje estou colocando a keitura do seu blog em dia. Vontade de comentar em diversos posts, mas este em especial: falta calor humano.
Ja me sinto mais adaptada, mas no sentido: aprendendo a viver longe da familia e a conviver com a saudade. Sacrificos que a gente so faz por amor, mesmo!
Que bom que temos a chance de rever os nossos queridos, nao e?
Beijao

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