domingo, 12 de junho de 2011

Este post é longo...formatura da Sarah

Acima, Sarah, seus pais e irmãos

Cerimônia de formatura
Paul me dando a mão
Acima, no restaurante e abaixo, eu, Thomas, Sarah e Levi q tem 13 anos mas já parece ter mais...

Começo afirmando sem dúvidas que esta situação da formatura da Sarah foi uma das coisas mais surreais que já vivi até hoje em minha vida. Tudo começou quando, duas semanas antes nós recebemos o convite. Eu disse que não iria, já que eu e a menina não temos um bom relacionamento, infelizmente. Aí claro, Thomas ficou bem chateado com minha decisão achando que por ser em outra cidade, seria bacana ser pudéssemos ficar por lá no final de semana, tb rever alguns amigos na cidade, fora que ficaria chato ele ir sozinho e enfrentar a mãe dos kids. E mais aquela lista de coisas que só quem está casada com pai divorciado realmente pode entender. Resolvi pensar no assunto, afinal, a formatura é grande evento na cidade, é apresentado em um auditório enorme...ninguém iria me notar. Bom, resolvi ir apenas à formatura pra agradá-lo. Acontece que além da cerimônia em si eles fazem ou um almoço ou janta especial, com familia e amigos mais próximos, é tradição. Na 5a feira passada à noite, recebo telefonema da enteada dizendo que fazia questao da minha presença no tal almoço especial oferecido pela mãe dela num restaurante especialmente reservado. "Mas nem pensar", foi meu primeiro pensamento. Tentei explicar pra ela o quão estranho seria estar com a mãe dela após todos estes anos em guerra, recebendo recados do quanto ela me odiava, e todas a vezes que nos prejudicou ou levou para a courthouse com mentiras..absolutamente não! A outra coisa era conseguir entender porque minha enteada queria minha presença, já que não nos damos bem. Aí ela começou a insistir e dizer que era chance para que pudéssemos reconectar e etc, etc, e que ficaria estranho se eu nao estivesse lá, que ela fazia questão, que eu também era parte da *familia*.... Ela realmente insistiu e eu comecei a me sentir pressionada, e disse que um dia ela entenderia minha posição, mas ela disse que jamais entenderia...tornei a falar explicando que de uma vez por todos eu nao me sentira confortável. Ela desligou o fone. Minutos depois ligou para o pai dela reclamando a meu respeito. Dizendo que eu a estava magoando e que eu tinha que ir ao tal almoço,que era total falta de consideração, uma insistencia absurda! Eu realmente não estava acreditando naquilo. Resumindo, fui dormir estressada com tanta pressão e chatice. Thomas disse que respeitaria qualquer decisão que eu tomasse, mas que por alguma razão a menina realmente me queria no tal almoço. Eu já havia decidido não ir nem à formatura, depois de tanto stress.
Dia seguinte, dia off no trabalho para Thomas viajar para a formatura, ele chega em casa me mostrando um txt message que a mãe da menina havia acabado de enviar. Inacreditável. Dizia lá que ela queria que eu reconsiderasse o pedido da menina. Que se preciso fosse ela imploraria para que eu fosse. Q Sarah estava inconsolável com minha recusa (sério???) e que no fundo seria melhor pra todos nós se pudessemos nos perdoar pelos erros do passado, pela inimizade, etc, etc...que ela gostaria que eu desse às duas uma segunda chance e que ela queria me abraçar e mostrar o real arrependimento por ter feito tantas coisas ruins para mim através dos anos. Disse que faria qualquer coisa até que eu reconsiderasse. Oh vida! Quem conhece a minha história desde que casei, sabe o quanto esta ex já aprontou em nossas vidas. E também sabe o quanto ela já nos enganou e agiu de maneira desonesta, como uma verdadeira cobra. E agora? Também quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa que tem principios cristãos regendo a vida, que gosto da Bíblia e que sempre tive facilidade em lidar com perdão e arrependimento, até de quem já me fez muito mal. É minha personalidade. Aí comecei a ter aquela luta interna, se deveria confiar nisto tudo ou simplesmente me proteger e ignorar. Viajamos. Fui pensando o caminho todo nesta situação. Iríamos ficar em um apto vazio de um amigo, mas se fóssemos lá antes, Thomas não chegaria a tempo nem para o final do almoço, porque ele havia atrasado ao passar antes no trabalho. A verdade é que eu querendo ou não, onde ficaria? Um calor de quase 40C no estacionamento, com Loopy na bolsinha dele...resultado inevitável, tive que ir ao almoço, e Loopy também! Chegamos lá e a recepcionista do restaurante avisou que o almoço não havia começado ainda por nossa causa. Estavam esperando há mais de 1 hora. Deixaram Loopy entrar por estar na bolsa fechada. O local era reservado só para a familia. Fazia 3 anos que eu não via a mãe das crianças nem ao longe. Lá estava ela, esperando em pé. Assim que chegamos, ela correu e me deu um abraço...sim, um abraço! Fiquei totalmente perdida, desconfortável, sem graça, e nem sei mais quais palavras posso usar. Agradeceu termos ido. Sentamos. Começaram a servir vários courses, um atrás do outro...e várias bebidas também. Para nós dois havia comida vegetariana especial, detalhe. Tudo era servido por um chef muito bacana e brincalhão. Até meu chá gelado preferido foi servido, coisa da Sarah. Eu estava completamente desconfortável, sem parar de sorrir porque não sabia o que mais poderia fazer...lá estavam além da mãe dos kids o namorado dela, o filho deles com quase 3 anos agora, a avó deles, amigos e o namorado da Sarah. Comecei a tirar fotos para Thomas, que havia pedido, mas ainda muito desconfortável. Conversavam o tempo todo e eu só sorrindo, sem graça. Thomas também desconfortável, visivelmente. Loopy embaixo da mesa, lol! Quando já haviam servido todos os courses e todo mundo estava satisfeito passamos para a outra sala, também reservada, onde estava o bolo e outros doces. Sarah não parava de agradecer minha presença e elogiar meu vestido, meu cabelo, perguntar se eu estava gostando da comida, falando a todos que eu cozinhava bem...eu só pensando, será que estou aqui mesmo ou entrei em uma porta de outra dimensao, onde todo mundo é legal e feliz....Sério, este era meu pensamento mais constante, estava em lalalandia, ou o quê? Mas aí, para minha maior surpresa, lá vem a ex ao meu encontro antes de irmos para a sala do bolo. Me deu um abraço tão apertado que eu nem acreditei, beijos repetidos no meu rosto e começou a falar em meu ouvido: "perdão, perdão, perdão por tudo que já fiz a vcs dois, mas especialmente a você, me perdoe, eu preciso ter esta paz, me perdoe..." e começou a chorar tão fortemente que todo mundo parou pra olhar. Nunca, em nenhum momento de minha vida imaginei estar em uma situação surreal como esta. Nun-ca!! Pedi para ela parar de chorar e que estava tudo bem...queria que ela parasse de chorar e soluçar, porque, nossa, que situação! Fomos para o bolo, ela segurando minha mão...eu estava tão chocada, que não sabia o que fazer. Depois que todos foram servidos, fomos para a cerimonia, no predio ao lado. Aí nos separamos em grupo, mas o meninos ficaram conosco, o menininho Paul também. Aliás, este Paul é uma criança adorável, ficava nos abraçando o tempo todo, enrolado na perna do Thomas (acho que porque os irmãos dele o chamavam de pai ele ficou confuso) e segurando minha mão...senti um carinho enorme pelo Paul, imediato. A ultima vez que eu o vi foi em um recital de piano da Sarah, Paul tinha 3 meses e por eu ter dado a chupeta pra ele, recebi depois o recado da mãe dos kids dizendo que já que eu não tinha filhos também não deveria nem olhar para os filhos dos outros...tem mais maldade que esta? Mas voltando ao assunto, a cerimonia foi bonita e durou 1 hora e meia. Loopy também foi, escondido na bolsa, ninguem viu. Só latiu uma única vez quando sopraram uma buzinha altíssima e seu eu disser que todo mundo olhou para nosso lado nao estarei mentindo..mas não havia como vê-lo, dentro da bolsa, acredito que pensaram que era alguém imitando cachorro, hahahah! Hilário.
No final da formatura nos encontramos no ponto marcado (tinha muita gente mesmo) e fomos tirar fotos com Sarah. Thomas tirou fotos ao lado da ex e dos filhos, claro, como é praxe aqui, e decidimos ir embora, mas antes lá vieram todos eles nos abraçar novamente, a ex outra vez me abraçando e beijando e agradecendo por tudo, pedindo uma nova chance de paz e amor, porque as brigas estavam nos destruindo e a ódio também....lógico que isso não tinha nada a ver comigo porque eu nunca fiz absolutmente nada, só ela, mas enfim, começou a chorar novamente e soluçar...Thomas já ia embora só dando tchau para ela mas ele foi até ele e também o abraçou fortemente, agradecendo por ter ido. O que pode ser mais surreal do que isto? Nós dois saímos de lá completamente chocados com tudo que aconteceu, e sem entender nada. Ficamos só olhando um para outro, porque na verdade, acho que nós dois estavamos achando que tinhamos estado em uma outra dimensão, não a desde mundo...só quem já passou o que passamos com esta ex dele durante estes anos de casamento é que poderia entender...os gritos, os textos ameaçadores, o ódio, as "vinganças"....
No Sábado cedinho passamos pela casa deles pra pegar Levi, o caçula do Thomas para ficar conosco durante o dia...e eles nos contou que a mãe deles havia passado a noite na emergencia do hospital com falta de ar e crise de ansiedade...e era aniversário dela! Que ela tinha passado muitas emoções durante o dia e por isso tinha tido um breakdown..
No final da tarde devolvemos Levi e pegamos a estrada de volta para casa. Enviamos uma msg de texto pelo celular para a ex desejando um Feliz Anivesário e melhoras...ela nos respondeu 1 minuto depois agradecendo e que nós não sabíamos o quanto aquilo significava para ela...
Esta é a novela da vida real...agora não sabemos o que irá acontecer, porque nada é impossível, em se tratando da ex e da maneira como ela vem procedendo através dos anos...mas lá no fundo do coração nós temos a esperança que ela tenha sido sincera e que tudo possa mudar a partir de agora...que esta 'lalalândia" de trégua e felicidade seja verdadeira e não passageira. Será que estamos sendo ingênuos? O que foi tudo isto, afinal? Infelizmente por conta do passado eu tenho que manter meu pézinho atrás...em alerta constante! Hoje eu acordei pensando se havia sonhado com tudo que aconteceu. Difícil acreditar ainda. O que acontecerá nos próximos capítulos, só Deus sabe!

Ainda estou por aqui...


Eu sei que já faz muito tempo que não venho aqui no blog, mas andei realmente desanimada por alguns motivos. Mudamos pra cá (Charlotte) no finzinho de Novembro, quase Dezembro, e até hoje eu não consegui nenhum emprego. Eu sei que está difícil pra todo mundo, mas a cidade é grande, tem muitas oportunidades, listas e listas de empregos. Cidade maior = mais competição? Não sei, mas mesmo em Asheville ainda assim foi mais fácil para mim. Eu estou cansada de ficar em casa o dia inteiro. Claro que há muito para se fazer em uma casa e quando a gente quer se distrair com isso, facilmente encontra o que fazer. O negócio é que eu gosto de trabalhar fora, sempre gostei. Desde o final da adolescência eu quis trabalhar e ter meu próprio $, meus pais também gostaram da minha decisão. Toda minha vida no Brasil eu trabalhei e estudei. Sempre saía de casa super cedo e só voltava bem tarde, mas era assim que eu gostava e me sentia bem. Quando eu me casei eu sabia que levaria um tempo para me ajustar no País (ainda mais chegando em pleno inverno cheio de neve) e ter todos os documentos novos mas queria muito um trabalho o quanto antes.Fiz várias coisas, demorou um bom tempo para eu conseguir trabalhar em minha profissão. Para não ficar parada, trabalhei em algumas lojas, e confesso que não foi maravilhoso mas certamente aprendi muitas coisas.
Eu tenho feito tanta aplicação online que minha mão direita está dolorida...sem exageros! Estou tentando várias coisas diferentes, só não quero ficar parada. Mas, por outro lado, agora é época de férias escolares, tempo para muita contratação em escolas, universidades, etc. Estou com esperanças, mas há outra situação... nesta cidade é necessário ter uma licença estadual especial que em Asheville não era exigida. Então lá vou eu, tentar passar no teste, aliás, ainda tenho que checar tudo isso bem direitinho.
Este final de semana foi a formatura - high school - da minha enteada malcriada Sarah. Tive que ir, não teve outro jeito. Mas isto é assunto para outro post.
Boa semana a todos!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Final do mundo?!



Faz tempo, né? E claro, o culpado é sempre o tempo. Tem gente que me pergunta porque eu digo que não tenho tempo se não estou trabalhando. Concordo, sem trabalhar sobre mais tempo, mas aí a gente sempre arruma alguma coisa pra fazer e quando vê, mesmo sem trabalhar não há tempo sobrando. E assim os dias passam, não consigo fazer tudo que quero da maneira que quero, o que é absolutamente normal. E falando em tempo...

Vocês devem estar sabendo que um grupo religioso vem pregando ultimamente que o mundo acaba amanhã, dia 21 de Maio de 2011, né? Se eles estivessem certos, este seria meu último post aqui. Se bem que pensando bem, para o mundo acabar pra gente, não precisa necessariamente que o mundo acabe, basta que a gente por alguma motivo a gente deixe de viver. Mas voltando ao tal grupo religioso, eles dizem que encontraram todas as respostas e datas e profecias na Bíblia. Eu acredito que este mundo teve um começo e também vai ter um fim, mas é claro que não acredito que qualquer pessoa que tenha vivido ou ainda viva neste mundo possa dizer quando isto vai acontecer. Respeito as opiniões contrárias.

Fico imaginando o que este pessoal vai dizer no Domingo, depois que o sol do dia 22 de Maio nascer...será que irão se manifestar, pedir desculpas, encontrar um erro de cálculo ou qualquer coisa assim pra justificar o alarmismo em vão?

Honestamente não sei quanto a eles, só sei que vou dormir bem tranquila, sonhar muito e acordar preparada pra fazer um empadão e uns cupcakes para o baby shower da minha amiga Dani, grávida da Larissa, que deve nascer mês que vem.

Um bom final de semana pra todos nós, de preferência com muito sol e céu azul! : )

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um bonito casamento



Hoje foi o dia do casamento do Principe William, um dos herdeiros do trono da Inglaterra. Eu assisti o filme sobre o pai da rainha Elizabeth (O Discurso do rei) semana passada - sim, só agora, e foi interessante ver todo aquele aparato da realeza após ter assistido o filme.


Em minha opinião foi um casamento bonito e correto, como todos esperavam. O visual geral da noiva estava bem elegante e muito agradável de se ver, em nada parecido com o da princesa Diana que pra mim, mais parecia um merengue, um tanto exagerado. Diana tb foi uma linda noiva, no auge da sua juventude na época - apesar do vestido, heheh. E falando nisso, como as coisas mudaram! O noivo ser mais velho está sempre ok, mas Kate é um ano mais velha que William e já tem 29 anos, ou seja, nem pode esperar muito para ter logo um herdeiro, de preferência um menino, mais fácil para entrar na linha imediata de sucessão. Afinal, estamos em 2011, as coisas mudaram. Interessante também como William lembra a mãe dele...o mesmo olhar meio cabisbaixo, a mordidinha nos lábios...fora o rosto, claro. Ela estaria orgulhosa do filho, que parece ser um ótimo rapaz. O irmão dele, Harry, também é interessante, faz a linha um pouco mais irreverente. Durante o início da cerimônia ele olha para trás para espiar a noiva entrando na igreja, o que não deveria acontecer...tenta falar com o irmão que nem dá atenção! : )
Não, eu não acordei cedo pra assistir o casamento. Acordei no horário normal e só peguei o final da cerimônia, mas assisti partes importantes e/ou interessantes depois pela tv.


Eu até gosto de ver a monarquia, tem lá sua beleza, pompa e regras e outros detalhes super irreais pra nós, como eles mesmos chamam, pessoas comuns. Eles também são pessoas comuns, com qualquer ser humano, só não acreditam nisso, hehehe.


Na verdade eu estudei bastante sobre a monarquia brasileira quando estava preparando minha monografia de final de curso. Minha orientadora me deu dicas incríveis sobre locais e fontes de pesquisas, e eu me apaixonei por Dom Pedro II - um homem incrível para sua época, culto, educado, simples também, apesar de ser um rei, tão diferente do seu pai. D Pedro era o tipo do rei que parava para cumprimentar um escravo chamado príncipe Obá (faziam piada com o pobre homem) pelas ruas do Rio de Janeiro só pq o escravo dizia que era um príncipe na África. Se era ou não, D Pedro o respeitava como tal. Cumprimentava as pessoas como iguais, não inferiores. Se não fosse por D Pedro II não teríamos montes de registros importantes de uma época, que estão hoje em depósitos de informação: museus e bibliotecas. Aliás, vi pela Internet que "o que restou" da familia real brasileira não compareceu ao casamento na Inglaterra, apesar de terem sido convidados. Pra mim D Pedro II foi um modelo de monarca.

Eu sempre gostei de contos de fadas, são contos felizes. Muito cedo eu aprendi que eles não existem ao pé da letra e, mesmo o casamento de hoje está longe de seguir a linha, mas foi um acontecimento bonito e vai ficar na história.

domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa - Happy Easter!


O verdadeiro sentido da Páscoa não é o coelhinho, mas que é um bichinho fofo à beça, lá isso é! Feliz Páscoa pra todos nós!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Barrados nos EUA


Ontem eu li o post de uma amiga no Facebook contando que seu irmão havia sido impedido de entrar nos Estados Unidos e ainda por cima que haviam revogado o visto dele, tudo isso sem nenhuma explicação ou justificativa. Detalhe, o rapaz tem dois irmãos que são cidadãos americanos e moram aqui há 2 décadas, e este mesmo rapaz tem vindo sempre visitar os irmãos e sobrinhos de maneira legal e saindo na data correta. Aparentemente não houve nenhum motivo para o que fizeram com ele. Tão cedo ele não poderá visitar os irmãos e sobrinhos! Como isso acontece? Só aumenta meu medo de trazer meus familiares pra cá. Faz 5 anos que moro nos EUA e ninguém da minha familia jamais veio me visitar. Minha mãe é quem mais deseja vir, mas quem tem mais medo também. Simplesmente não há garantias de como irão tratá-la, ou se ela conseguirá entrar. Há pessoas que jamais enfrentam problemas, são bem tratados, mas há também os outros casos e daí...arriscar passar pelo pesadelo?

Eu compreendo que o País lida constantemente com problemas de imigrantes ilegais,terrorismo, etc e tal. Quando os oficiais da imigração impedem uma pessoa de entrar no País e invalidam os seus vistos, ao menos deveriam dar algum tipo de explicação. Eu sou o tipo de pessoa totalmente a favor de coisas legais e corretas, mas há casos e casos!

Eu nunca escrevi sobre isto antes, mas eu mesma tive a pior das experiências quando visitei este País ainda com visto de imigrante em 2004. Era quase véspera de Natal e eu e uma amiga tínhamos vindo passar o natal na Disney com Thomas - então noivo - e os filhos dele. Nós viemos pela American Airlines, tivemos uma viagem turbulenta com muitas tempestades, raios e trovões, sem poder levantar por mais de 4 horas, turbulências aos montes, este tipo de coisa. Chegamos exaustas em Miami, nossa primeira parada, mortas de sono e cansadas. Havíamos saído do Rio, parado em SP, Miami ainda não era última etapa, tinhamos que ir pra Atlanta, GA. Enfrentamos uma fila enorme e quando chegou nossa vez, o oficial pegou o passaporte de minha amiga e comentou com o rapaz trabalhando ao lado dele algo tipo "vc já viu uma foto tão feia como esta aqui?" Eu fiquei indignada, perguntei a ele porque havia dito aquilo. Pronto! Foi o suficiente para ele pedir o meu passaporte também, eu mostrei e ele disse que o visto estampado estava amarelado demais e parecia falso. Eu gelei da cabeça aos pés. Até então estava somente cansada, mas confiante que tudo estaria bem, só que o oficial - hispano, por sinal - pediu à outra oficial, uma mulher enorme, robusta e alta (cubana) que nos levasse para uma outra sala. A mulher já veio com uma atitude horrível, nos puxando pelo braço e fazendo mil perguntas em espanhol, falando super alto, quase gritando. Ela perguntou de onde nós éramos, respondemos e então ela perguntou quase gritando o que estávamos fazendo nos EUA. Eu expliquei que era turismo e ela disse que nós não éramos bem vindas, que nós éramos pobres (como ela podia falar assim?) e que iríamos voltar naquele dia mesmo ao Brasil. E não parava de gritar e falar coisas horríveis, sempre nos puxando pelo braço. Fomos levadas a uma sala onde havia um grupo de pessoas sentadas esperando alguma coisa, eu não entendia nada, e a tal mulher tb não explicava. Ficamos sentadas naquela sala, exaustas, sem saber de nossas malas, o porquê de estarmos ali e sem poder me comunicar com Thomas, que estaria esperando por nós em Atlanta. Foram horas horríveis, que custavam a passar. De vez em quando a oficial cubana voltava onde estávamos e falava várias coisas horríveis, eu nem acreditava o que estava passando. Não sabia que aquilo era possível. A tal mulher não parava de dizer que brasileiros jamais deveriam sair do Brasil (e ela, visivelmente estrangeira tb?) e que éramos pobres, abusados, etc. Depois de várias horas, sem comer, beber água ou receber qualquer explicação, chamaram nossos nomes. Fomos até um outro oficial, desta vez americano, que pediu para ver nossos passaportes. Eu mostrei o meu primeiro e minha amiga chorava sem parar....eu estava me mantendo forte para tentar esclarecer a situação. Expliquei o que havia acontecido. O oficial ouviu, checou o passaporte folha por folha, olhou pra mim várias vezes, e por fim disse que não havia motivo algum para estarmos ali. Que não havia nada errado com nossos vistos ou conosco, e que provavelmente haviam nos enviado pra lá por engano. Só sei que respirei profundamente quando ouvi aquilo. Daí ele disse que nos daria 6 meses de estada no País e nos dispensou. Eu nem acreditei, só ali eu consegui chorar depois de passar por tanta coisa, fora a fome, sede, cansaço, sono e medo, claro. Quando fomos liberadas, a tal cubana voltou e disse que havíamos tido muito sorte aquele dia. Eu nem olhei pra ela, segui em frente! Pegamos nossa conexão pra Atlanta em cima da hora, e só então pudemos descansar um pouquinho no voo para Atlanta.

Foi uma experiência horrível, que eu não desejaria para ninguém. Ainda lembro de todos os detalhes e também do rosto do primeiro oficial que nos tratou mal na fila e q nos mandou para a outra oficial, que não parava de gritar e falar mal dos brasileiros. Lembro dos dois perfeitamente. Às vezes penso que gostaria de saber onde eles estão agora, gostaria que eles soubessem que me tornei cidadã americana e que eles jamais poderiam tornar a fazer o que fizeram comigo e com minha amiga, que é portadora de greencard atualmente. Tudo muito absurdo, embora tenha ficado no passado, ainda me traz pesadelos quando lembro. Por isso fiquei tão revoltada com o que minha amiga escreveu a respeito do irmão dela, que apenas queria visitar a irmã e o sobrinho e que jamais havia feito nada errado em inúmeras viagens anteriores aos EUA.

Nem posso pensar em contar isto para minha mãe, que já tem medo de viajar sozinha pra cá, imagine se souber que continuam tratando as pessoas desta maneira! Revoltante.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Para refletir...


O nosso corre-corre não nos deixa parar para perceber se o que já temos já não é o suficiente para nossa vida.
Nos preocupamos tanto em TER.
Ter isso, ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo
Os anos passam, e quando nos damos conta, esquecemos do mais importante :
Viver e ser feliz .
Às vezes, para ser feliz, não precisamos de tanto TER.
Podemos nos dar conta que o mais importante na vida é SER.
Esse ser, tão esquecido, muitas vezes não é difícil de se realizar.
As pessoas precisam parar de correr atrás do TER e começar a correr atrás do SER:
Ser amado,
Ser gente...
Tenho certeza de que, quando SOMOS, somos muito mais felizes do que quando TEMOS.
O SER leva uma vida toda para se conseguir, e o TER, muitas vezes conseguimos logo.
Só que o SER não acaba e nem se perde, mas o TER pode terminar inesperadamente.
O SER, uma vez conseguido, é eterno e o TER é passageiro e, mesmo que dure muito tempo, pode não trazer a FELICIDADE.
(Autor desconhecido)

Tente SER e não TER e você sentirá uma felicidade sem preço!

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